Uma definição
"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)
domingo, 21 de fevereiro de 2016
O Regresso (The Revenant)
O Regresso é dirigido por Alejandro González Iñárritu, diretor mexicano que também dirigiu o longa Birdman. Baseado no livro de Michael Punke, o filme tem como protagonista o ator Leonardo DiCaprio. Indicado a vários oscars, entre eles, melhor diretor e ator, O Regresso conta a história de Hugh Glass. Nascido na Pensilvânia, Glass torna-se um explorador no Upper Missouri River. Abandonado por seus companheiros após ter sido atacado por um urso, Glass sobrevive e volta para vingar a morte do filho. Imagens panorâmicas, uso da técnica do plano-sequência e fotografia dão ao filme uma grandiosidade diferenciada daquela vista nos últimos filmes produzidos por Hollywood, como Avatar, p.ex.
sábado, 21 de novembro de 2015
Morango e Chocolate
É a história do relacionamento entre Diego (Jorge Perugorría) um homossexual culto e David (Vladimir Cruz), um jovem homofóbico e ingênuo. Infeliz após romper com sua namorada, a princípio David despreza as investidas de Diego;entretanto, por sugestão de seu companheiro de quarto, ele começa a aceitar a presença de Diego cujos caminhos culturais fascinam o jovem e uma verdadeira grande amizade surge entre os dois. Adicione a esse quadro a indiferença e a loucura de Nancy (Mira Ibarra), a vizinha que constantemente tenta o suicídio e que funciona como uma fonte romântica para David. Um filme sobre uma grande e verdadeira amizade, isto é, um grande amor entre dois homens que superam a incompreensão e a intolerância. Dirigido por Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tambio.
(Sinopse da quarta capa do filme)
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Um Estranho no Ninho - com Jack Nicholson
Mais um para a sessão "filmes que não sei porque não vi antes", "Um Estranho no Ninho" é, com certeza, um clássico, uma obra fantástica, atemporal, que sobreviveu durante todos esses anos e tem potencial para se manter na memória daqueles que assistem. Venceu o Oscar por Melhor Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro Adaptado.
por Fernando Labanca
"Baseado no livro de Ken Kesey e produzido pelo ator Michael Douglas, o
longa nos apresenta Randle McMurphy (Jack Nicholson), um cara preguiçoso
e que devido a alguns surtos de agressão, é retirado da prisão, da qual
já havia passado várias outras vezes, para ser tratado e observado em
um sanatório. Ciente de que não possui problemas mentais, McMurphy passa
a usar o local para desfrutar de sua liberdade, ser o louco que eles
procuram, além de incentivar e persuadir seus colegas internos a ir
contra à ordem vigente, questionar os medicamentos e a rotina que levam
ali dentro. No entanto, seus atos revolucionários se chocam com o
pensamento conservador da enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher),
que não pretende facilitar a jornada de McMurphy no local."
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O Poderoso Chefão (parte 1)
Copola surpreende em qualquer etapa do seu trabalho cinematográfico. Escreve muito mais com imagens que nos deixam absortos diante da tela que com palavras. A imagem em seus filmes se sobrepõe à palavra por que há limites para a significação do verbo, enquanto que a imagem dança uma ciranda que não conhece margens e, quando esbarra em alguma, a transpõe e continua seu movimento significativo em outro lugar.
O Poderoso Chefão é muito mais que uma luta por interesses que põem em jogo os conceitos de justiça, honra, respeito, poder. É, antes de tudo, uma metáfora das discrepâncias entre quem manda e quem é mandado, da ascensão e da queda tanto no plano físico, como metafísico. Limitá-lo a uma intriga entre famílias (leia-se gângsteres) rivais é esvaziá-lo de outros significados que estão relacionados a um estado primevo do ser humano: a necessidade de dominar os seus pares. Ao que parece, todos os personagens, até aqueles que são tidos como mocinhos/mocinhas obedecem a essa ordem do funcionamento humano que se articula a uma espécie de inconsciente coletivo ou arquétipo compartilhado entre os personagens. Sob o pretexto de salvaguardar a vida, os bens e os elementos espirituais das famílias, os personagens mentem, traem, dissimulam, entram em estados psíquicos alterados, interpretam, jogam, escamoteiam.
No início do filme, a festa de casamento serve de alegoria que aponta para a disseminação do poder na sociedade e como esse poder se articula com outros micropoderes e constrói um cenário no qual todos estão implicados nessa música de consequências trágicas para os ouvidos daqueles que são convidado a ouvi-la. O fim da música significa o fim de uma vida que dá a impressão àquele que dizima seus adversários a enganosa certeza de que um grupo imporá um modo de ser e estar no mundo, mesmo que seja o microcosmo da máfia italiana.
Os conflitos são revestidos de uma áurea de fino trato, eloquência tendenciosa e concessões aparentes que até chegamos a acreditar que a paz é possível e o apagamento das relações de poder obscurecidas; quando não, apagadas. Ledo engano. No jogo de poder instaurado no mundo paralelo do crime organizado, o poder é o único a permanecer vivo, enquanto muitos deslizam e caem na vala daqueles que serão emudecidos e estão privados de contar a história na qual os fracos sucumbem.
O Poderoso Chefão é muito mais que uma luta por interesses que põem em jogo os conceitos de justiça, honra, respeito, poder. É, antes de tudo, uma metáfora das discrepâncias entre quem manda e quem é mandado, da ascensão e da queda tanto no plano físico, como metafísico. Limitá-lo a uma intriga entre famílias (leia-se gângsteres) rivais é esvaziá-lo de outros significados que estão relacionados a um estado primevo do ser humano: a necessidade de dominar os seus pares. Ao que parece, todos os personagens, até aqueles que são tidos como mocinhos/mocinhas obedecem a essa ordem do funcionamento humano que se articula a uma espécie de inconsciente coletivo ou arquétipo compartilhado entre os personagens. Sob o pretexto de salvaguardar a vida, os bens e os elementos espirituais das famílias, os personagens mentem, traem, dissimulam, entram em estados psíquicos alterados, interpretam, jogam, escamoteiam.
No início do filme, a festa de casamento serve de alegoria que aponta para a disseminação do poder na sociedade e como esse poder se articula com outros micropoderes e constrói um cenário no qual todos estão implicados nessa música de consequências trágicas para os ouvidos daqueles que são convidado a ouvi-la. O fim da música significa o fim de uma vida que dá a impressão àquele que dizima seus adversários a enganosa certeza de que um grupo imporá um modo de ser e estar no mundo, mesmo que seja o microcosmo da máfia italiana.
Os conflitos são revestidos de uma áurea de fino trato, eloquência tendenciosa e concessões aparentes que até chegamos a acreditar que a paz é possível e o apagamento das relações de poder obscurecidas; quando não, apagadas. Ledo engano. No jogo de poder instaurado no mundo paralelo do crime organizado, o poder é o único a permanecer vivo, enquanto muitos deslizam e caem na vala daqueles que serão emudecidos e estão privados de contar a história na qual os fracos sucumbem.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Jauja
Um homem e sua filha embarcam numa viagem que tem como destino um deserto localizado no fim do mundo. Esta é uma empreitada na qual muitos já se aventuraram, mas poucos conseguiram concluir com sucesso.
(Extraído de Adoro Cinema)
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Lawrence da Arábia
Em 1935, quando pilotava sua motocicleta, T.E.Lawrence (Peter O'Toole)
morre em um acidente e, em seu funeral, é lembrado de várias formas.
Deste momento em diante, em flashback, conhecemos a história de um
tenente do Exército Inglês no Norte da África, que durante a 1ª Guerra
Mundial, insatisfeito em colorir mapas, aceita uma missão como
observador na atual Arábia Saudita e acaba colaborando de forma decisiva
para a união das tribos árabes contra os turcos.(Extraído do Adoro Cinema)
quarta-feira, 1 de julho de 2015
I Mostra de Cinema nas Línguas Co-oficiais da Espanha
I Muestra de Cine en las Lenguas Co-oficiales de España: Galicia, Catalunya y Euskadi
Ciclo de cine
Con el fin de promover la pluralidad cultural de España y la
igualdad de oportunidades de las lenguas propias de cada territorio en
materia de expresión y difusión audiovisual, la Embajada de España en
Brasil en conjunto con el Instituto Cervantes Recife han organizado una
programación para difundir las lenguas cooficiales: Gallego, Euskera y
Catalán.
Entidades Organizadoras
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