Na Suécia, século XIV, a população oscilava entre o cristianismo e o
paganismo. Herr Töre (Max von Sydow) e Märeta Töre (Birgitta Valberg)
formam um casal que tem uma propriedade rural. Eles são cristãos
fervorosos e incumbiram Karin Töre (Birgitta Pettersson), sua filha, uma
adolescente de quinze anos, de levar velas para a igreja da região e
acendê-las para a Virgem Maria. Karin sonha em só se entregar para um
homem quando estiver casada e esta posição é reforçada pois Ingeri
(Gunnel Lindblom), uma serviçal que mora em sua casa, está grávida. No
caminho da igreja Karin é estuprada e assassinada por dois pastores de
cabras. Quando a noite chega, ironicamente, os criminosos vão pedir
comida e abrigo para os pais de Karin. São recebidos cordialmente e Herr
Töre lhes promete trabalho. Märeta está nervosa, pois a filha não
retornou, mas o marido tenta tranqüilizá-la dizendo que em outras
ocasiões Karin dormiu na cidade. Porém o temor da mãe se concretiza
quando um dos pastores, sem imaginar, quer vender uma peça de roupa de
Karin para sua mãe. Ela reconhece a roupa da filha, mas diz que vai
pensar e logo que pode tranca a porta e fala ao marido. Eles já têm
certeza do triste destino da filha, pois a peça está suja de sangue. O
casal agora só pensa em se vingar.
(Sinopse extraída do Adoro Cinema)
Todo cinéfilo e apreciador da obra de Ingmar Bergman deve assistir!
Uma definição
"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)
sábado, 30 de maio de 2015
Acima das Nuvens
Maria Enders (Juliette Binoche) é uma famosa atriz que fica perturbada
com o fato de que JoAnn (Chloë Moretz), jovem estrela de Hollywood, irá
interpretar o papel que a fez famosa há vinte anos. Convidada a dividir o
palco com a novata, uma insegura Enders viaja até os Alpes para ensaiar
e conta com o apoio de sua assistente (Kristen Stewart) no
confrontamento com seu passado.
(Sinopse extraída do Adoro Cinema)
Na minha leitura, é um filme razoável.
Na minha leitura, é um filme razoável.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Para um Soldado Perdido
"Adulto, Jeroen relembra suas primeiras aventuras amorosas. Durante o
inverno de 1944 quando tinha apenas 12 anos, foi enviado a um vilarejo
distante dos tormentos de Amsterdã. O menino teve que se adaptar a nova
familia e ao despertar de sua sexualidade. A amizade profunda com Walt,
um dos soldados canadenses vindos para liberar o vilarejo, possibilitou
que o menino desabrochasse e vivenciasse suas primeiras experiências
amorosas, apesar das diferenças de idade e de língua."
domingo, 9 de novembro de 2014
Os Contos de Canterbury
Os Contos de Canterbury
"O segundo filme da Trilogia da Vida do renomado cineasta Pier Paolo Pasolini baseia-se nos Contos de Canterbury do escritor medieval Geoffrey Chaucer.
Com fé exaltada, um grupo de peregrinos viaja rumo à Catedral de Canterbury. Durante intermináveis caminhadas que duram dias, e longas noites sem sono, os viajantes procuram tornar a peregrinação mais leve e prazerosa ao relatar contos libidinosos e apimentados.
As histórias dos peregrinos são relatadas no estilo inimitável de Pasolini, que faz dos Contos de Canterbury um prazer proibido que você não pode perder!"
"O segundo filme da Trilogia da Vida do renomado cineasta Pier Paolo Pasolini baseia-se nos Contos de Canterbury do escritor medieval Geoffrey Chaucer.
Com fé exaltada, um grupo de peregrinos viaja rumo à Catedral de Canterbury. Durante intermináveis caminhadas que duram dias, e longas noites sem sono, os viajantes procuram tornar a peregrinação mais leve e prazerosa ao relatar contos libidinosos e apimentados.
As histórias dos peregrinos são relatadas no estilo inimitável de Pasolini, que faz dos Contos de Canterbury um prazer proibido que você não pode perder!"
O Leque de Lady Windermere
O Leque de Lady Windermere (Estados Unidos, 1949)
"Ao ver, num leilão, um antigo leque que lhe pertencera, uma senhora evoca os episódios que protagonizara. Sua tentativa de se reaproximar da filha, Lady Windermere, provoca uma série de quiproquós familiares e sociais. A peça que o dramaturgo, escritor e ensaísta britânico Oscar Wilde estreou com êxito em 1892 expõe, com fina ironia, as hipocrisias da sociedade vitoriana e mantém-se atual ao mostrar como a necessidade de manter as aparências impõe um jogo movido a enganos. Esta versão do texto foi filmada em 1948 em Hollywood por Otto Preminger, cineasta de origem europeia cuja grande experiência nos palcos o habilitou a representar cenas da vida como se fossem puro teatro."
"Ao ver, num leilão, um antigo leque que lhe pertencera, uma senhora evoca os episódios que protagonizara. Sua tentativa de se reaproximar da filha, Lady Windermere, provoca uma série de quiproquós familiares e sociais. A peça que o dramaturgo, escritor e ensaísta britânico Oscar Wilde estreou com êxito em 1892 expõe, com fina ironia, as hipocrisias da sociedade vitoriana e mantém-se atual ao mostrar como a necessidade de manter as aparências impõe um jogo movido a enganos. Esta versão do texto foi filmada em 1948 em Hollywood por Otto Preminger, cineasta de origem europeia cuja grande experiência nos palcos o habilitou a representar cenas da vida como se fossem puro teatro."
O Mercador de Almas
O Mercador de Almas (Estados Unidos, 1958)
"Paul Newman faz parte da geração de atores que mudou o modo de interpretar nos anos 1950. Seus fascinantes olhos azuis sempre o colocaram no lugar de galã, mas ele queria ser mais que bonito. Em O Mercador de Almas, dirigido por Martin Ritt, ele interpreta um forasteiro que chega para desorganizar a ordem de uma família com seu magnetismo sexual. Com esses tipos amorais e desajustados, Newman demonstrou, mais uma vez, que não se deve confiar nas aparências."
"Paul Newman faz parte da geração de atores que mudou o modo de interpretar nos anos 1950. Seus fascinantes olhos azuis sempre o colocaram no lugar de galã, mas ele queria ser mais que bonito. Em O Mercador de Almas, dirigido por Martin Ritt, ele interpreta um forasteiro que chega para desorganizar a ordem de uma família com seu magnetismo sexual. Com esses tipos amorais e desajustados, Newman demonstrou, mais uma vez, que não se deve confiar nas aparências."
domingo, 13 de julho de 2014
Salò, ou os 120 Dias de Sodoma
Antes de comentar Salò, ou os 120 Dias de Sodoma, penso que vale a pena dedicar algumas linhas ao seu diretor, o italiano Pier Paolo Pasolini. Partindo de uma cronologia descendente, Salò foi o último filme do renomado diretor italiano que ficou conhecido por sua filmografia crítica, engajada e revestida de posições contrárias aos valores da sociedade vigente. Na lista de filmes que trazem sua assinatura, a sexualidade, em suas várias facetas, será usada como metáfora para falar da moralidade, das relações de poder, política e valores religiosos e sociais. Considerado, por alguns, como pevertido, polêmico, devastador dos costumes morais e devasso, Pasolini era, sobretudo, um observador atento e crítico das mudanças ocorridas durante os primeiros anos do séc. XX. Vivendo sob o peso de uma sociedade que discrimina todo tipo de minoria e diferenças em todos os âmbitos da vida social, Pasolini tem no cinema uma ferramenta capaz de transformar sua visão de mundo em imagem e som. Infelizmente, o diretor italiano não pode ver a estreia de Salò, uma vez que foi encontrado morto numa praia. Ainda hoje sua morte está envolta em mistério, mas há quem afirme que foi assassinado por um garoto de programa que passou várias vezes sobre seu corpo vulnerável com um carro.
É no contexto dos regimes totalitários que grassam na Europa do séc. XX que Pasolini produz essa obra considerada a mais polêmica da história pelo Time Out e um dos 100 filmes essenciais para você assistir antes de morrer pelo Festival de Cinema de Toronto.
O filme foi lançado em 1975 e conta a história de cinco libertinos que resolvem sequestrar 16 jovens (8 rapazes e 8 moças) e confiná-los num castelo onde serão submetidos a toda sorte de sodomia enquanto escutam narrativas contadas por mulheres acerca das suas experiências sexuais. A película é baseada no livro Os 120 dias de Sodoma ou a Escola da Libertinagem do Marquês de Sade, escritor francês. Além dos 16 jovens, foram levados ao castelo 8 garanhões, 4 narradoras, 4 putas, 4 criadas, 6 cozinheiras e suas 4 filhas.
No château Silling, as histórias são narradas a fim de fazer aflorar os mais diversos instintos sexuais e seguidas de práticas e performances que desafiam o equilíbrio emocional, espiritual e moral daqueles jovens que são obrigados à práticas de perversão que chegam a comprometer a sanidade mental de pessoas que mal haviam iniciado uma vida sexual. A justificativa dessas práticas sai da boca do Magistrado quando diz que "Não há nada tão glorificante como o mal." O mal pelo mal, o mal por prazer, o mal por puro hedonismo, o mal como forma de impor e controlar. Assim, a partir de experiências particulares ou coletivas, Pasolini intenta a universalização de toda aquela simbologia que desfila na película e que traduz o poder e seu uso desprovido de qualquer ética.
A sequência de atos violentos e sádicos é parametrizada por normas que os jovens devem obedecer cegamente sob pena de serem castigados. Caso haja alguma infração, seus nomes são incluídos num caderno e punidos. As punições são as mais horrendas já vistas na história do cinema: olhos arrancados à faca, testículos e pênis cortados, queimaduras, língua cortada. Diante disso, o espectador, além das náuseas, pergunta-se: "É justo?" O Duque, um dos libertinos, responde: "Se fosse justo não nos deixaria de pau duro." É isso mesmo que Pasolini deseja colocar em xeque: a justiça e bondade humanas. Isso não significa que não acredite que o ser humano seja capaz de ser bom e justo, mas que essas virtudes estão sempre ameaçadas pelo poder que desvirtua o humano quando não sabemos lidar com ele. Sobre isso, um outro libertino afirma: "Tudo é bom em excesso." O poder, esse estranho objeto de desejo, quando usado sem discernimento e ponderação pode desembocar no excesso e se tornar prejudicial.
O filme termina quando um dos jovens põe uma música e pergunta se o outro sabe dançar. Em meio às barbaridades que se desenrolam durante o Ciclo do Sangue (vale salientar que o filme é dividido em Ciclo das Manias, Ciclo da Merda e Ciclo do Sangue tal como encontramos no livro de Sade), eles dançam. Isso permite entender que sempre há uma brecha pela qual o ser humano pode escapar às opressões fascistas e totalitárias e se singularizar como humano, embora o Sistema diga outra coisa: “Sua criaturas fracas! Ralé, destinada ao nosso prazer. Não esperem aqui a liberdade garantida lá fora. Vocês aqui estão além de qualquer lei. Ninguém sabe que estão aqui. Pelo que importa ao mundo, já estão mortos.” ou “Nós, fascistas, somos os únicos verdadeiros anarquistas” (O Duque).
É no contexto dos regimes totalitários que grassam na Europa do séc. XX que Pasolini produz essa obra considerada a mais polêmica da história pelo Time Out e um dos 100 filmes essenciais para você assistir antes de morrer pelo Festival de Cinema de Toronto.
O filme foi lançado em 1975 e conta a história de cinco libertinos que resolvem sequestrar 16 jovens (8 rapazes e 8 moças) e confiná-los num castelo onde serão submetidos a toda sorte de sodomia enquanto escutam narrativas contadas por mulheres acerca das suas experiências sexuais. A película é baseada no livro Os 120 dias de Sodoma ou a Escola da Libertinagem do Marquês de Sade, escritor francês. Além dos 16 jovens, foram levados ao castelo 8 garanhões, 4 narradoras, 4 putas, 4 criadas, 6 cozinheiras e suas 4 filhas.
No château Silling, as histórias são narradas a fim de fazer aflorar os mais diversos instintos sexuais e seguidas de práticas e performances que desafiam o equilíbrio emocional, espiritual e moral daqueles jovens que são obrigados à práticas de perversão que chegam a comprometer a sanidade mental de pessoas que mal haviam iniciado uma vida sexual. A justificativa dessas práticas sai da boca do Magistrado quando diz que "Não há nada tão glorificante como o mal." O mal pelo mal, o mal por prazer, o mal por puro hedonismo, o mal como forma de impor e controlar. Assim, a partir de experiências particulares ou coletivas, Pasolini intenta a universalização de toda aquela simbologia que desfila na película e que traduz o poder e seu uso desprovido de qualquer ética.
A sequência de atos violentos e sádicos é parametrizada por normas que os jovens devem obedecer cegamente sob pena de serem castigados. Caso haja alguma infração, seus nomes são incluídos num caderno e punidos. As punições são as mais horrendas já vistas na história do cinema: olhos arrancados à faca, testículos e pênis cortados, queimaduras, língua cortada. Diante disso, o espectador, além das náuseas, pergunta-se: "É justo?" O Duque, um dos libertinos, responde: "Se fosse justo não nos deixaria de pau duro." É isso mesmo que Pasolini deseja colocar em xeque: a justiça e bondade humanas. Isso não significa que não acredite que o ser humano seja capaz de ser bom e justo, mas que essas virtudes estão sempre ameaçadas pelo poder que desvirtua o humano quando não sabemos lidar com ele. Sobre isso, um outro libertino afirma: "Tudo é bom em excesso." O poder, esse estranho objeto de desejo, quando usado sem discernimento e ponderação pode desembocar no excesso e se tornar prejudicial.
O filme termina quando um dos jovens põe uma música e pergunta se o outro sabe dançar. Em meio às barbaridades que se desenrolam durante o Ciclo do Sangue (vale salientar que o filme é dividido em Ciclo das Manias, Ciclo da Merda e Ciclo do Sangue tal como encontramos no livro de Sade), eles dançam. Isso permite entender que sempre há uma brecha pela qual o ser humano pode escapar às opressões fascistas e totalitárias e se singularizar como humano, embora o Sistema diga outra coisa: “Sua criaturas fracas! Ralé, destinada ao nosso prazer. Não esperem aqui a liberdade garantida lá fora. Vocês aqui estão além de qualquer lei. Ninguém sabe que estão aqui. Pelo que importa ao mundo, já estão mortos.” ou “Nós, fascistas, somos os únicos verdadeiros anarquistas” (O Duque).
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